Rio de Janeiro quer virar centro de jogos: veja regulamentação de cassinos no Brasil

Rio de Janeiro quer virar centro de jogos

Com o debate sobre a legalização das apostas físicas ganhando força no Brasil, o Rio de Janeiro quer se transformar em um centro de jogos e atrair investimentos para o turismo.

Nesse cenário, a regulamentação favorece o uso consciente de bônus sem depósito no Brasil, estimulando práticas mais seguras entre apostadores. Jogue com responsabilidade.

O governo do Rio de Janeiro trabalha em um projeto ousado para transformar a cidade em um grande centro de jogos e entretenimento, inspirado no modelo de Las Vegas. 

A proposta busca reposicionar o Rio como destino global, indo além do turismo tradicional e incorporando resorts integrados, cassinos e eventos de grande porte para ampliar sua atratividade internacional.

“Seremos a versão nacional de Las Vegas”, destacou Hazenclever Lopes Cançado, presidente da Loterj, à frente da iniciativa.

Vale ressaltar que o Rio de Janeiro já possui autorização para operar os VLTs (terminais de videoloteria), regulamentados por um decreto publicado em 2023. Enquanto o país ainda não estabelece uma legislação nacional para as apostas físicas, o estado atua com base em suas próprias normas.

O governador Cláudio Castro (PL), responsável pela edição do decreto, tem sido um dos principais articuladores da iniciativa, defendendo que a medida contribui para a geração de empregos e movimenta a economia local.

“O jogo é uma atividade econômica exercida em diversos países. Ela gera empregos e incentiva o turismo, mas precisa ser fiscalizada”, disse Castro a VEJA.

Pesquisa mostra que população apoia legalização

O Senado realizou uma pesquisa sobre a legalização dos jogos no Brasil a pedido do senador Irajá (PSD-TO), relator do projeto de lei que trata da regulamentação das apostas.

De acordo com o levantamento, 60% dos entrevistados se declararam favoráveis à aprovação da proposta, enquanto 34% se disseram contrários e 6% não souberam ou preferiram não responder. Entre os participantes, 26% afirmaram que frequentariam cassinos caso fossem legalizados.

Quando questionados sobre a eficácia da atual proibição dos jogos de azar, metade dos entrevistados afirmou não acreditar que a medida impeça, de fato, a prática. Além disso, 58% enxergam a legalização como uma oportunidade para aumentar a arrecadação do país, e 44% acreditam que ela poderia gerar novos empregos.

A pesquisa nacional foi realizada com 5.039 entrevistados por telefone em todo o país, todos brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 1,72 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.

Brasil tem desafios em meio a engajamento

Paralelamente às discussões sobre a legalização dos cassinos físicos, o mercado de cassinos online cresce de forma acelerada no Brasil, impulsionado pela demanda dos jogadores e pela facilidade de acesso digital. 

Nos primeiros oito meses de 2025, o governo federal brasileiro arrecadou R$ 5,62 bilhões com a exploração das bets, o que comprova isso. Portanto, a necessidade de regras consistentes que equilibrem inovação, segurança e jogo responsável tem sido o principal tema entre os debates.