Cinemateca

CRONOLOGIA

1948
Criação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, prevendo-se na ata de fundação a instalação de uma Filmoteca

1951
Designação do crítico de cinema Antônio Moniz Vianna como Conselheiro do MAM e Diretor informal do futuro Departamento de Cinema

1953/4
O médico e jornalista Ruy Pereira da Silva começa a organizar nos bastidores o Departamento de Cinema, realizando reuniões e viagens de contato

1955
No dia 7 de julho iniciam-se as atividades do Departamento de Cinema do MAM com o ciclo Filmes de Arte às 18 horas no auditório da ABI

1956
Ruy Pereira da Silva assume oficialmente como Diretor do Departamento de Cinema

1957
Lançamento do Boletim Mensal de Cinema, primeira publicação do setor, e fusão do Centro de Cultura Cinematográfica com o Departamento de Cinema do MAM visando à criação de uma futura Cinemateca do Rio de Janeiro, a ser instalada no Bloco Central da futura sede do museu

1958
Realizada a 1ª Mostra Internacional de Arte Cinematográfica com o Festival “A História do Cinema Americano”

1959
O Departamento de Cinema passa a se denominar oficialmente Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, com direção do crítico de cinema José Sanz

1960
Criação do Setor de Documentação da Cinemateca do MAM

1961
Programada a primeira sessão com filmes brasileiros: Garganta do Diabo, de Walter Hugo Khouri

1962
Assume a direção da Cinemateca o crítico de cinema Fernando Ferreira

1963
A exibição de filmes passa a ocorrer na Maison de France

1964
Transferência da administração, documentação e sala de exibição (200 lugares) da Cinemateca para o terceiro andar do Bloco de Exposições

1965
Assume a Direção da Cinemateca o cineclubista e agitador cultural Cosme Alves Netto

1966
A Cinemateca exibe em pré-estréia no Cinema Paissandu, Pierrot Le Fou, de Jean-Luc Godard, sessão marco da chamada Geração Paissandu

1967
Inaugurada a nova sala de projeções no terceiro andar, com a mostra Cinema Jovem Alemão

1968
Entre as produções finalizadas com o apoio da Cinemateca estão Cinema Novo, de Joaquim Pedro de Andrade, A Cinemateca apresenta…, de Lygia Pape, e Cordiais saudações, de Gilberto Santeiro, e entre os filmes montados pelo convênio Cinemateca do MAM-Diretoria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional estão O Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl, Vida Provisória, de Maurício Gomes Leite, e Copacabana me engana, de Antônio Carlos Fontoura

1969
Devido ao grande sucesso é noticiada a intenção de se transformar o curso de cinema ministrado pela Cinemateca em Universidade de Arte do MAM

1970
A Cinemateca participa como membro fundador da criação do Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro

1971
Grandes Homenagens a Gilda Abreu e Luiz de Barros

1972
Durante mostra de cinema soviético, censura do regime militar apreende cópia de O Encouraçado Potemkin

1973
Cinemateca empreende restauração do Os Óculos do Vovô, mais antigo filme de ficção brasileiro existente

1974
Tem sede provisória na Cinemateca a Associação Brasileira de Documentaristas, o Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, a Federação de Cineclubes e o estúdio de som Tecnisom

1975
Ocorre a mega exposição 80 anos de cinema, seguida de mostra com 400 títulos intitulada A Grande Aventura do Cinematógrafo

1977
A Cinemateca atinge a marca de 8 mil títulos em seu acervo

1978
Mostra Nosso Cinema 80 Anos inclui vários filmes mudos restaurados pela Cinemateca do MAM

1979
Embrafilme patrocina a reforma e reabertura da Cinemateca do MAM, após o incêndio que afetou as instalações do museu

1980
Criação do Projeto Filho Pródigo, que recambiou dezenas de filmes brasileiros ao país

1982
Reabertura da sala de exibição no Bloco Escola

1983
O crítico, cineasta e historiador Alex Viany deposita seu acervo no Setor de Documentação da Cinemateca

1984
Criação da SACIM – Sociedade de Amigos da Cinemateca

1985
Realização da primeira Ceia dos Veteranos, encontro de antigos cineclubistas, críticos e cronistas de cinema para rever clássicos do passado em sessão fechada na Cinemateca

1986
Realização de reformas estruturais do prédio do museu

1987
Inauguração da nova sala de exibição (180 lugares; projeção 35mm em velocidade de 18qps, projeção 9,5mm), com a presença do Governador Leonel Brizola

1988
O professor de cinema João Luiz Vieira assume a Direção da Cinemateca

1989
O cineasta Ruy Guerra deposita seu arquivo pessoal na Cinemateca

1990
Com a perseguição do governo Collor às instituições culturais cinematográficas, parte do acervo fílmico do CTAv é enviado para a cinemateca, entre eles o acervo da LCBarreto

1991
Com o fechamento da Embrafilme, 20 mil latas de cópias assim como milhares de impressos entre livros, cartazes, roteiros e fotos são incorporadas ao acervo, transformando a instituição na maior cinemateca do país

1992
Após a breve gestão do crítico de cinema José Carlos Avellar, Telma Souza Melo assume a Direção da Cinemateca

1993
Após nova crise institucional a crítica de cinema Susana Schild assume a Direção da Cinemateca;

1994
Apresenta-se projeto de novas reservas técnicas no subsolo, com a instalação de estantes deslizantes e equipamento de telecinagem

1995
Inaugura-se a nova entrada da Cinemateca pelo vão central do MAM, instalando-se no mesmo espaço o Bistrô do MAM e Livraria da Travessa

1996
Início das projeções em vídeo analógico CRT na sala da Cinemateca

1997
Doação do arquivo documental da distribuidora UIP – United International Pictures

1998
Após breve retorno de Telma Sousa Melo, assume a Coordenação da Cinemateca, o montador e preservador audiovisual Francisco Sérgio Moreira

1999
A exibição torna-se irregular e associada à programação geral do MAM

2000
Em meio ao lançamento do 3º Congresso do Cinema Brasileiro e após breve gestão da historiadora Lúcia Lahmeyer Lobo, assume a Curadoria da Cinemateca o montador Gilberto Santeiro

2001
Início dos trabalhos do Censo Cinematográfico Brasileiro

2002
MAM se declara incapaz de guardar adequadamente as matrizes de filmes brasileiros que não pertencessem ao seu acervo e inicia retirada para outros arquivos

2003
Pouco depois da promulgação da Lei 3.531, de 7 de abril, que declarou a Cinemateca do MAM patrimônio cultural da Cidade do Rio de Janeiro, interrompeu-se a transferência de matrizes para outros arquivos

2004
Durante as férias de verão realiza-se a Mostra Cineclubes em Ação, marco do reconhecimento e consolidação do novo movimento cineclubístico

2005
Comemoração dos 50 anos de existência da Cinemateca do MAM com grande exposição documental

2006
Obras de reconstrução da Reserva Técnica de Matrizes Brasileiras

2007
Firmado convênio coma Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro para desenvolvimento de ferramentas pedagógicas de ensino audiovisual para crianças e adolescentes

2008
Importantes festivais de cinema como Cinesul, Curta Cinema e Banff passam a depositar as cópias dos filmes, selecionados ou não, junto à Cinemateca

2009
Implementação de projetos de digitalização do acervo fotográfico e de duplicação de matrizes brasileiras

2010
Cinemateca transforma-se em depositária oficial das distribuidoras Riofilme e Downtown

2011
Realização do Cine Grid e Cine Glif – Edição Brasil, nas Instalações da Cinemateca do MAM

 

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