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OPINIÃO 65 – 50 anos depois

19 de Setembro a 22 de Maio de 2016

Em um contexto político e socialmente conturbado, no ano seguinte ao golpe militar, Ceres Franco e Jean Boghici prepararam uma grande exposição que reunia artistas brasileiros e estrangeiros – argentinos e europeus – trazendo à tona um conjunto de obras que apontava para a disseminação global de uma nova tendência realista nas artes. O título da exposição Opinião 65 revelava o caráter pluralista da mostra e uma vontade de dar voz a uma juventude que assumia, pela primeira vez na história, um papel protagonista à frente dos acontecimentos.

Ao reunir pela primeira vez os artistas do “movimento” que depois ficou conhecido como a nova figuração brasileira, buscava-se nesse retorno da figura uma comunicação direta com o público. Surgia também um novo tipo de participação distinta daquela mais sensorial que vinha do neoconcretismo, assumindo uma entonação mais antropológica e social. Isso acontecia, em parte,como resposta ao fechamento da cena política, mas também em função da contaminação mais aberta das poéticas em relação à cultura popular. A curadoria aproximou esses jovens artistas de algumas de suas principais influências, como Wesley e o argentino Berni, além de figuras protagonistas do concretismo brasileiro em nova fase, como Serpa e Oiticica.

A exposição Opinião 65 está no inconsciente coletivo da história cultural recente. Tentando recontar este capítulo de nossa história para as gerações mais novas, ao mesmo tempo em que homenageamos os curadores e artistas que fizeram parte daquele momento, o MAM-Rio – palco dos acontecimentos – e a Pinakotheke Cultural resolveram juntar seus esforços nesta empreitada. Aqui no MAM, daremos foco aos artistas brasileiros que participaram da exposição, além de mostrar material de arquivo referente à mostra – críticas, iconografia, filmes e entrevistas.

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In a context of social and political upheaval the year after the military coup, Ceres Franco and Jean Boghici prepared a big exhibition of Brazilian and foreign artists – Argentineans and Europeans – to showcase a set of works that indicated a new global trend for realism in the arts. The title, Opinião 65 (Opinion 65), demonstrated the plural nature of the exhibition and a desire to give a voice to young people, who for the first time in history were taking the lead in what was going on.

This was the first time artists from the “movement” later known as new Brazilian figuration were brought together. The idea behind this return to figuration was to communicate directly with the public. There was also a new kind of participation that differed from the more sensory communication used by the neoconcretists, taking on more anthropological and social overtones. This happened partly in response to the curtailment of political freedoms, but also because of a more fluid cross-pollination between poetics and popular culture. The curators offset these young artists’ work against that of some of their main influences, like Wesley and Berni, from Argentina, as well as some leading figures from Brazilian concretism in a new phase, like Serpa and Oiticica.

Opinion 65 already inhabits the collective unconscious of recent cultural history. In an attempt to retell this chapter of our history to younger generations while paying tribute to the curators and artists that took part in that moment, MAM-Rio – where it all took place – and Pinakotheke Cultural have resolved to join forces in this enterprise. Here at MAM, we will focus on the Brazilian artists who took part in the exhibition, while also displaying archive material and footage about the exhibition – reviews, images, films, and interviews.

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Curadoria Luiz Camillo Osorio
Lei de Incentivo à Cultura
mantenedores do MAM
parceria Pinakotheke Cultural
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