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LUGARES ONDE NUNCA ESTIVE – Claudia Melli

30 de Maio a 16 de Agosto de 2015

O espaço do foyer do MAM vem sendo utilizado para projetos específicos. Expor no térreo, ladeado pelo jardim, dá à exposição uma visibilidade especial. Todos que entram no museu passam por ela, mesmo quem está fora, pode ver um pouco o que se passa ali. Lugares onde nunca estive de Claudia Melli é sua primeira mostra individual de caráter mais institucional, apesar de já estar representada em várias coleções e ter participado de muitas exposições coletivas. Ela traz para o MAM uma série de trabalhos que lidam com a ausência e com lugares de passagem, com a constituição/construção de ambientes estranhos, desabitados, esvaziados de temporalidade.
Escrevendo sobre a série Azul a artista observa que a utilização do vidro como suporte veio de sua necessidade de trazer para as paisagens marinhas algo do molhado que toca o olhar quando estamos diante do mar. O vidro, com sua transparência e sua propriedade líquida, acrescentava ao desenho algo que faltava ao papel. A experimentação com o suporte decorre também de sua procura por meios expressivos impuros, misturando fotografia e desenho, percepção e expressão, olho e mão, impressão e construção.
A ausência de pessoas não implica a ausência do humano. Ele aparece como uma espécie de fantasma, como um resíduo imaterial que produz um movimento que atravessa muitas de suas imagens. É como se as pessoas tivessem acabado de sair de cena, nos transformando em espectadores de um mundo cansado da presença humana. Diante destas imagens acabamos em uma espécie de suspensão entre a percepção de lugares em que nunca estivemos e de não-lugares em que estamos constantemente.
Luiz Camillo Osorio
Curador

Places I’ve never been

The MAM foyer is being used for specific projects. Exhibitions on the ground floor, flanked by the garden, gain a special visibility. Everyone who enters the museum walks by them, and even people who are outside can see some of what they offer. Places I’ve never been by Claudia Melli is her first solo show of a more institutional nature, although her work is already part of different collections and has been included in many group exhibitions. She brings to MAM a series of works that deal with absence and places of transit, with the constitution/construction of strange, uninhabited environments stripped of temporal references.

Writing about her Blue series, Melli explains that she used glass as a support because she felt the need to give her marine landscapes something of the wetness we sense when we look at the sea. With its transparency and liquidity, glass adds something to drawing that is lacking inpaper. Experimenting with the support is also related to her interest inmixed expressive media, blending photography and drawing, perception and expression, eye and hand, impression and construction.

The absence of people does not mean the absence of humanity. They are felt almost like phantoms, like immaterial residuesproducinga movement that permeates many of her images. It is as if people had just left the scene, turning us into spectators of a world tired of the presence of humans. When we observe these images, we find ourselves in a kind of suspension between the perception of places we have never been and non-places where we always are.

Luiz Camillo Osorio
Curator
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