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MATÉRIA & LUZ – Josep Ferrando Architecture

21 de Janeiro a 10 de Abril de 2016

Matéria & Luz

Na essência do projeto de arquitetura ou no trabalho construído reside uma inerente dualidade: o lugar e o arquiteto. O lugar sempre se impõe, e arquitetos adaptam nosso método, nosso olhar. Uma interpretação pessoal que prevalecerá durante o processo.

A dualidade entre o estado de realidade imóvel – o contexto e o território -, e nossa interpretação destes é combinada no projeto e, finalmente, é percebida na obra construída.

O trabalho arquitetônico como uma combinação entre matéria e luz. O volume – matéria – no que concerne um objeto inanimado: silêncio e imóvel. E luz – espaço indefinido -, como um vazio definido pela matéria: vivo, móvel, dinâmico.

Para alcançar esta simbiose entre matéria e luz, entre definição de espaço e o espaço habitável, o arquiteto trabalha em um lugar com um contexto, um lugar que se impõe e que não pode ser ignorado e que precisa ser endereçado.

Este processo arquitetônico é gerenciado por diversos tipos de documentos. Uma linguagem é gerada pelo arquiteto – pessoal e específica – a partir deste lugar. Este, além de ser utilizado pelo arquiteto para construir, é a origem de uma história que, em alguns casos, atingirá seu objetivo final: se tornar um espaço habitado por pessoas e que abriga novas histórias.

Como arquiteto, eu vivo em uma dualidade entre o ofício e a educação; entre a prática e o método.

O processo alimenta o objetivo final de se transformar em um edifício, e o trabalho construído alimenta o processo e todo o projeto arquitetônico.

Desta maneira, a forma como um espaço é alcançado é tão importante quanto simplesmente alcançar o lugar.

Porque sua interpretação através do processo se tornará mais tangível com a condição humana ao longo do tempo.

Se o sólido não é definido, não poderá ter um vazio habitável. Sem matéria, não existe luz, e portanto, não existe vida. Nem arquitetura. Reconhecer um lugar e o processo de nos adaptar a ele concede ao arquiteto a habilidade de provê-lo com vida. Nos dá a oportunidade de trazer vida à matéria através da interpretação correta da luz.

Matter & Light

In the essence of the architectural project or the final built work resides an inherent duality: the place and the architect. The place always imposes itself, and architects adapt our method, gaze and, with it, a personal interpretation that will prevail during the process.

This duality between the immovable state of reality –the context and the territory-, and our interpretation of it is combined in the project and, finally, is realized in the built work.

The architectural work as a combination of matter and light. The volume –matter- in as far as the inanimate object: silent and still. And light –indefinite space-, like a void defined by matter: alive, moving, dynamic.

In order to reach this symbiosis between matter and light, between the definition of space and the habitable space, the architect works in a place with a context, a place that imposes itself and that cannot be ignored and that must be addressed.

This architectural process is managed through many types of documents. A language is generated by the architect –personal- and specific –from the place- that – beyond being used by the architect to build- is the origin of a story that, in some cases, will arrive at its ultimate goal: to become spaces can be inhabited by people and can shelter new stories.

As an architect, I live in a duality between the craft and education; between practice and method.

The process feeds the ultimate goal of becoming a building, and the built work, feeds the process and the entire architectural project.

Therefore, how a place is reached is of as much importance as simply reaching a place.

Because its interpretation through process will become more tangible with the human condition, with time.

If the solid is not defined, there can be no habitable void. Without matter, there is no light, and therefore, no life. Nor architecture. Recognizing a place and the process of adapting ourselves to it affords the architect the ability to provide it with life. It gives us the opportunity to bring matter to life through a correct interpretation of light.

 

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